domingo, 28 de setembro de 2014

Neste sabado festa de cosme e damao aos filhos e netos apartir das 18 horas a todos

segunda-feira, 10 de junho de 2013

EGUNS,BALÉ E BURACO

EGUNS
Todo batuqueiro como nos chamam, conhecem o egun, muitos irmãos de fé até os cultuam, muitas vezes usando-os para o dano. Egun é o que chamam de “irmãozinho”, mas na verdade todos nós batuqueiros seremos um dia. Egun é ser desencarnado de religião afro ou não.
Digo de religião afro porque quando se morre a acreditamos na vida pós morte, seremos eguns e se tudo foi bem feito ao longo de nossa vida religiosa, seremos eguns de luz.
Na Bahia chamados de Egungun: cultuados e festejados na ilha de Itaparica com uma pessoa com feitura pronta para cuidar dos mesmos. No Rio Grande do Sul se cultua egun? Sim, sem muito conhecimento o lado Cabinda cultua. O que descreverei abaixo aprendi pelo lado de Djeje e Oyó.
Balé - O balé é a casa de ancestrais de Goa (família) religiosa.
Buraco - Feito no mato e usado por muitos para dano.
BALÉ
Quando ouvi falar do balé pela primeira vez pensei ver coisas horríveis no mesmo, porém com nove velas me salvou a vida. Ao abrir a porta do mesmo nada havia, a não ser dois ecos (mulheres de um lado e homens de outro), onde é usado uma saudação especial para saldar os ancestrais e seus devidos orixás. Ex: Fulano de Oyá Niqué. Beltrano de Ossanha Difi e assim por diante.
Como se tornaram egun de luz?
Bem, todo pronto de Bará à Oxalá quando falece, necessita de um ritual chamado de Arissum (missa). Obs: Existem livros que ensinam este ritual, aqui são pincelados.
Deve o morto ser velado com axó e não com roupas comuns. O tambor no cemitério deve rufar, com cânticos de axexê ou rezas para eguns. Alguém deve cuidar do morto para não colocar “bilhetinhos” em sua volta. Seus pertencem como os Barás, são despachados no mato com seus devidos rituais, sem ninguém herdá-los.
No quarto de santo iluminado, santos ou feituras descem das prateleiras e sete dias depois iniciasse o ritual do balé. Será servido o café, fervido, arroz com galinha e tudo que a boca come. O saco montado com tudo do falecido, será despachado na praia. Fervido – todos os legumes com casca. Arroz com galinha – arroz com galinha, comida que somente neste dia batuqueiro come, conforme feitura.
Cada participante do velório ganha um lenço branco que depois de sacudido em forma de adeus é colocado sobre a pessoa, formando o Alá de Oxalá. O caixão é embalado por pessoas prontas, literalmente prontas, com os cânticos de axexê. Obs: Existem CDs gravados com estes cânticos. Não se usa ouvi-los dentro de casa, mas se não aprendermos, como tirá-los (está ou não se perdendo a religião).
Todo o santo que chegar no arissum fica de sapato e os participantes da mesma também. Este será o único dia em que um santo subirá inteiro, não ficando em axero.
Para chamarmos esta pessoa para o balé de ancestrais, se corta as devidas aves de seu orixá e chama-se pelo nome do Egun. Este não vagará. Não será um teatino como chamamos certos irmãos de fé e não será usado para dano.
BURACO
Aberto no mato. Eguns teatinos que recebem nomes. O que eu sei: Para se entrar neste mato, paga-se sete moedas e neste buraco, se troca uma vida que eles tomaram conta (pagos) e na saída do mesmo após os trabalhos feitos, se deixa mais sete moedas. Nunca vi este ritual, não posso falar muito sobre ele, até porque,não posso pecar com algum irmão e sendo de orixá de mel, não posso participar deste ritual. Mas balé é uma coisa e buraco é outra
Na Bahia há festa para Egunguns. Eles vêm ao mundo para confraternizar com seus irmãos ou filhos de dor. Como foi dito no início, a ilha de Itaparica é bem conhecida, pois lá é feito o culto ao Egungun. Segundo a lenda, não se deixa tocar por eles e por isso o mestre (Ojé – iniciado e pronto) tem sua varinha, chamada Ixan para afastá-los. PS: Apaaraká (Eguns ainda mudos e com roupas simples) e os Babá-Egun (que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos)
Roupa (eku) de Babá Egun no Museu da Nigéria (Pelourinho – Bahia)
Ojé com seu ixan cuidando de um Babá-Egun
APELO
Ao cortarem à Exú ou trabalhos necessárias na natureza, não deixem coisas apodrecerem. Os orixás e/ou exus apenas sentem o cheiro do axorô, não comem. Não deixem sujas as águas e matas pois seremos chamados de batuqueiros porcos. Não exponha em fotos as suas feituras nem a de deus santos. A lei não permite, mas isso acontece porque já vi.
por Virgínia de Azevedo
Virginia, irei escrever meu texto com base no que escreveste.
Vou falar um pouco de Egun, Axexé, Balé, e outras coisas referentes ao culto dos ancestrais.
Vou fazer ressalvas para o seguinte. A concepção religiosa da morte está contida na própria concepção da vida e ambas não se separam. Ou seja, nossa vida religiosa somente tem significado quando tudo termina e nesse momento se faz um novo começo. Por esse motivo que se deve ter respeito e principalmente se deve conhecer os rituais fúnebres de nossa religião, rito tão importante para o religioso africano pois somente após esse ritual que se dará como terminada a vida religiosa aqui no Àiyé (mundo - Terra) e se começará a nova vida no Òrun (Mundo espiritual).
O povo do santo “o Batuqueiro”, mistificou por demais esse ser, o “Egun”, causando até mesmo medo nas pessoas. Contudo, esse medo que se estabelece, distância os religiosos do ritual mais importante da religião, o ritual de desligamento do Àiyé e a passagem para o Òrun. As pessoas que ainda detém o conhecimento dos rituais fúnebres devem passar para seus descendentes religiosos, pois somente assim que fará a proliferação do Axé. Por isso fica o toque da Virginia sobre o Atété (cânticos para Egun), que como vai se aprender se ninguém ensinar. E com isso vai se perdendo a verdadeira essência da religião.
Egún ou Egúngún, são espíritos dos mortos ancestrais, tanto pode ser da família, como de antepassados da Religião Africana (espíritos de desencarnados de nossa Gôa religiosa). O culto aos mortos não é de exclusividade do povo africano. Ele faz parte de quase todas as civilizações. São muitas as culturas que fazem ritos parecidos com os praticados por nos (Batuqueiros). Ritos esses, que são praticados com intuito de fazer com que o espírito do desencarnado seja recebido de braços abertos pelo mundo espiritual. Por isso no ritual são servidos inúmeros pratos com as mais diversas comidas, fumos, bebidas e muitas outras coisas que acompanham esse ritual, para que o espírito receba um grande banquete de celebração no Òrun (mundo espiritual).

Falando um pouco do Balé.

Ygbàlè ou também como é conhecido Balé, é a casa dos mortos. Casa essa que é estabelecida em uma construção dentro do pátio do centro religioso. Local esse que serve como base para os assentamentos, que são chamados de idi-egungun, estes são elementos que individualizam e identificam o Egun ali cultuado. E oojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra é onde são colocadas as oferendas e sacrifícios para o Egun ali assentado.
Virginia, quando citaste um buraco feito no mato, possivelmente se refere a um ritual praticado por pessoas que não possuem seu Igbàlè, pois ai sim se abre um buraco próprio para se fazer o sacrifício e encaminhamento do Egun. Pois do contrario tudo é feito no Igbàlè, até mesmo o dano, pois lá já se encontra o buraco.

Mito de Egun

Na cidade de Oyó um fazendeiro chamado Alapini, que tinha três filhos chamados Ojéwuni, Ojésamni e Ojérinlo. Um dia Alapini foi viajar e deixou recomendações aos filhos para que colhessem os inhames e os armazenassem, mas que não comessem um tipo especial de inhame chamado ‘ihobia’, pois ele deixava as pessoas com uma terrível sede.
Seus filhos ignoraram o aviso e o comeram em demasia. Depois, beberam muita água e, um a um, acabaram todos morrendo. Quando Alapini retornou, encontrou a desgraça em sua casa.
Desesperado, correu ao babalaô que jogou Ifá para ele. O sacerdote disse que ele se acalmasse, e que após o 17º dia fosse ao ribeirão do bosque e executasse o ritual que foi prescrito no jogo. Ele deveria escolher um galho da árvore sagrada atori e fazer um bastão (assim é feito o ixã). Na margem do ribeirão, deveria bater com o bastão na terra e chamar pelos nomes dos seus filhos, que na terceira vez eles apareceriam.
Mas ele também não poderia esquecer-se de antes fazer certos sacrifícios e oferendas. Assim ele o fez; seus filhos apareceram.
Mas eles tinham rostos e corpos estranhos; era então preciso cobri-los para que as pessoas pudessem vê-los sem se assustarem. Pediu que seus filhos ficassem na floresta e voltou à cidade.
Contou o fato ao povo, e as pessoas fizeram roupas para ele vestir seus filhos. Desse dia em diante ele poderia ver e mostrar seus filhos a outras pessoas; as belas roupas que eles ganharam escondiam perfeitamente sua condição de mortos. Alapini e seus filhos fizeram um pacto: em um buraco feito na terra pelo seu pai (ojubô), no mesmo local do primeiro encontro (igbo igbalé), ali seriam feitas as oferendas e os sacrifícios e guardadas as roupas, para que eles as vestissem quando o pai os chamasse através do ritual do bastão. Seguindo o pacto e as instruções do babalaô, de que sempre que os filhos morressem fosse realizado o ritual após o 17º dia, pais e filhos para sempre se encontraram.
E, para os filhos que ainda não tiverem roupas, é só pedir às pessoas que elas as farão com imenso prazer. Esta lenda é rica em detalhes, nos explica vários ritos e títulos utilizados no culto.
Considerações: Nosso trabalho escrevendo esses artigos não visa nenhuma forma de ganhar dinheiro, como foi nos colocado por e-mail. Até por que, eu, não viso usufruir de nossa religião com fins lucrativos. O que viso é divulgar meu estabelecimento comercial. Pois esse sim é, meu ganha pão.
Agradeço a todos que lê e principalmente aos que colaboram, com criticas, sugestões ou referencias para enriquecer nosso conhecimento. Como um bom aprendiz, sei que nunca aprenderei o suficiente por isso nunca desistirei de aprender.
Um Axé a todos.

COMUNICADO ...


Ato de Inauguração do Comitê do Povo de Terreiro lota Palácio Piratini em Porto Alegre


 Reunindo autoridades federais, governamentais e religiosas,  o Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio do Piratini em Porto Alegre ficou lotado na sexta-feira, dia 24 de março para o Ato Oficia de instalação do Comitê do Povo de Terreiro, que visa a inclusão de religiosos na tomada de decisões, discussões referentes às temáticas de cunho racial e religioso Afro-Umbandista. 
O Governador Tarso Genro refletiu à memória da cultura e das políticas à cerca do Povo de Terreiro, demonstrando sua confiança para a concretização do Projeto. Lamentou com relação ao preconceito vivido pelos descendentes africanos e que a criação do conselho ajudará a formar a conscientização da igualdade entre os povos, visando a democracia plena.
A Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, emocionou-se ao relatar sua alegria ao compartilhar este momento a favor da diversidade. Luiza Bairros, Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social, relatou em seu discurso a necessidade de este projeto ser levado ao serviço do Poder Executivo Nacional, pois esta ação cria condições e oportunidades para superar o racismo étnico e religioso.
Em nome do Comitê formado, Baba Diba louvou o momento histórico da religião de matriz africana na política brasileira, que humanizará a igualdade racial, sendo aplaudido em diversos momentos durante o seu discurso.
Tarso Genro oficializou o Comitê Estadual do Povo de Terreiro através do decreto 50.112, publicado no Diário Oficial do Estado no dia 27 de fevereiro de 2013. O grupo terá três meses para apresentar ao governador um relatório com diagnóstico, propostas específicas e cronograma de atividades. Finalizando seu discurso, o Governador agradeceu a confiança depositada no Palácio para a criação de uma ação pioneira em nosso país e colocou-se à disposição para discuções à cerca dos aspectos religiosos do nosso Estado.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

COMUNICADO IMPORTANTE

COMUNICADO
    

  O ILÊ REI DE AGOSTINHO COMUNICA A TODOS 

OS FILHOS QUE AS ATIVIDADES RELIGIOSAS 

DESTE ILÊ ESTÃO SUSPENSAS ATÉ O DIA 

18.06.2013,DEVIDO A TRISTE PERDA QUE 

TIVEMOS DO IRMÃO RAFAEL  DO ZÉ PELINTRA.


LEMBRAMOS A TODOS OS FILHOS QUE “NÃO ESTA 

PERMITIDO NENHUMA ATIVIDADE RELIGIOSA” 

TANTO NO ILÊ COMO EM QUALQUER OUTRO 

TERREIRO,DEVIDO AO LUTO JÁ CITADO ACIMA.


                              PAI LUIZ !

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Pastor Marcos é flagrado em conversas ‘picantes’ com fiéis de sua igreja

RIO - Em escutas autorizadas pela Justiça, que já estão sendo investigadas pela polícia, o pastor Marcos Pereira é flagrado em conversas picantes com fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Em uma das quatro conversas, o pastor, antes de se despedir de uma fiel que falava com ele do celular de seu carro, avisa: "Tô com saudade do seu rabo".
O pastor foi preso no último dia 8 acusado de dois estupros de fiéis. A polícia ainda investiga se o pastor estuprou outras 20 mulheres que moravam na igreja.
Em outro diálogo, uma mulher insinua que "o pastor ia gostar" de uma lingerie que ela usou: "Ontem coloquei um negócio muito legal que o senhor ia amar, eu acho", ela diz. Marcos ri e avisa: "Fica ligada, fica ligada". A mulher tranquiliza o pastor: "Mas era por baixo". Em depoimentos à polícia, vítimas do pastor afirmaram que ele mandava que fiéis fossem a seu gabinete na igreja sem roupas íntimas.
O apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana, onde, segundo vítimas, o pastor realizava orgias com fiéis, também é mencionado em uma das escutas. Na conversa com uma fiel, ele combina a ida dela ao local e diz que ela pode levar outra mulher, "aquela sem vergonha, a Fabiana".
Uma fiel também se oferece para ajudar o pastor a tomar banho: "Vem embora logo", responde ele.

                                                                                                  FONTE:http://oglobo.globo.com/r

CABOCLA JUREMA...

Esta Cabocla é a Rainha das Matas, filha mais velha doCaboclo Tupinambá.Ela teve mais duas irmãs chamadas: Jupira eJandira.Presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de Umbanda somente por caridade, não admitindo cobranças pela consulta.

Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais,espíritos puros que amparam os sofredores,utilizando o processo de passes-curas atravézdas ervas.
Normalmente a entidade Cabocla Jurema,quando está trabalhando,atrai a presença,vibração de todas as caboclas Jurema ou seja,Jurema da Cachoeira,Jurema da Praia,Juremadas Matas etc,pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com ambientes da natureza,ex::lua,sol,mata,chuva,vento etc.

Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa,transmitindo coragem e energia.
Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades.
Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los.


Em qualquer lugar onde você esteja,quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar,chame pela Jurema e sentirá sua força amparando você.

Cabocla, sendo igualmente uma entidade espiritual que trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no Catimbó, cultos afro-brasileiros e mais prestigiada e respeitada na Umbanda. Entidade Guia - Chefe da Linha de Oxossi.

Ela trabalha na legião constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de passes-cura através das ervas e pontos riscados.
Chame pela Jurema nas horas de dificuldade, pois essa cabocla sempre estará ali para ajudar seus filhos de Fé.


Existem várias dissidências desta entidade, Sabendo que a maioria dos aparelhos de ação da Cabocla Jurema serem filhos e filhas ligados a Iansã, pois é sua vibração Original




                                                                        FONTE:http://www.rbu.com.br/

LENDA DO CABOCLO TUPINAMBÁ

Lenda
No meio de uma caçada na matas, Tupinambá, levou uma pancada na cabeça não se sabe o que foi, ele ficou desacordado por muito tempo.
Estendido no chão os insetos começaram a picar-lhe e isso fez com que levantasse um mau cheiro atraindo mais animais, um desses animais feroz, foi direto atacar o corpo do índio,quando para surpresa do animal,uma serpente pulou em cima desse animal, no meio dessa gritaria entre a cobra e o animal, o índio acordou assustado, e logo pegou sua faca que carregava na cintura, e atacou o animal, matando-o.
Rapidamente ele e a serpente se afastaram um do outro, mas sem tirar o olhar um do outro, então ele começou a caminhar de um lado e ela do outro, ele estava com medo que a cobra desse o bote, e ela com medo dele matar ela, isso dourou horas de caminhada, ate que ele começou a perceber que ela o ajudava a caçar.
Quando ele sentia perigo, por algum motivo, a serpente ia à frente dele, servindo de isca, e quando o animal ia atacar a cobra, ele matava-o. Eles começaram a ficar tão próximos um do outro, que ele carregava ela no braço, como se fosse um bracelete.
Por ter ficado muito tempo desacordado, Tupinambá, se perdeu nas matas, pois os matos cresceram e as marcas deixadas por ele desapareceram, enquanto eles andavam no meio da mata procurando a saída, a serpente o levou até a morada das cobras, e La elas ensinaram o segredo delas, e as magias para salvar, e nisso elas subiram no corpo dele, curando as feridas, causadas pelos insetos, ele passou a conviver com elas, até que um dia ele se surpreendeu com um ataque da cobra coral, isso aconteceram várias vezes, ela tinha ciúmes dele com as outras cobras, isso foi criando rincha entre os dois. Para provocar a coral, o índio a imitava, até nessa brincadeira ela atacou ele, e acabou matando ela, então ele catou o couro dela e colocou na testa dele, simbolizando ele.
Quando as serpente viram, elas aceitaram, mas as outras coral, não e permaneceu a rincha entre eles. Nisso a serpente foi mostrando para ele as sete matas, ele começou a conhecer as matas como a palma da mão, cada mata tinha seus segredos, as pessoas olham as matas e pensam que a mata é uma só por ser muito grande, mas não, ela é dividida em várias partes, até chegar ao centro da mata vigem, e de tanto eles andarem para lá e para cá, que ele começou a se se lembrar do caminho de sua aldeia, a alegria dele era imensa.
Más para a sua tristeza durante o tempo que ele ficou perdido nas matas, a aldeia dele foi invadida por caçadores, e queimada, matando a mãe dele, antes disso eles usaram e abusaram da mãe dele, e o resto de sua família foi embora dali, com o povo da aldeia, Ele não quis ir atrás deles, preferiu ficar ali, com a sua mais nova amiga, a serpente, já que ela não desgrudava dele. Ali ele montou uma cabana para eles,permanecendo sozinho por pouco tempo,pois assim que as índias viram aquele índio tão bonito,sozinho, quiseram fazer parte daquela mini aldeia,e isso fez com que atraíssem mais índios,formando famílias,Tupinambá se tornou um índio muito triste de poucas palavras,sem perceber aquela mini aldeia se tornou uma grande aldeia,toda as enfermidades que surgiam,eram eles que preparavam os remédios e curavam as pessoas.O carinho entre o índio e a cobra,fez com que eles conseguissem se comunicar pelo pensamento,e nisso ele sentiu quando ela nomeou ele como Tupinambá das sete matas,pois é o único índio que conhece as sete matas e os segredos dela,muito emocionado ao sentir essa vibração de amor e carinho,ele fez uma reunião entre o povo dele e passar essa homenagem para o seu povo.
Com o passar do tempo, a idade foi chegando e a tristeza aumentado, ele sentiu que iria morrer preferiu não se despedir de ninguém então se isolou na mata, sentando de baixo de uma árvore com a cobra grudada no braço, e ficou ali com seus pensamento e a cobra, a sua morte não demorou muito e chegou só que antes dele falecer a serpente faleceu primeiro.
Depois de muito tempo que estava falecido, ele encontrou seu amigo, que era chefe da aldeia onde ele foi criado com muito amor e carinho, a alegria dele nascia de novo, e passou a trabalhar com ele fazendo a caridades nos templos de umbanda e centros espíritas. Vendo todo trabalho do índio,como ele fazia caridade com amor,com a permissão de oxalá,ele falou ao caboclo:
A partir desse momento você vai ter sua própria linha de trabalho, pode escolher sete espíritos, que você tem a permissão de oxalá, sem palavras ele, falou da vida dele, na terra, sendo que o chefe dele já sabia então ele falou que queria ir atrás do espírito da cobra que tanto o ajudou. E eles foram,ao chegar lá, ele viu uma linda cabocla vindo ao encontro deles,e ele sem entender nada,ela começou a explicar tudo.
A serpente em vida foi uma linda cabocla, mas ainda jovem foi estuprada, e jogada nas matas por caçadores, e com o corpo estendido no chão, todo machucada, as cobras vendo aquele corpo todo ferido, começaram a passar por cima, do corpo dela como os outros animais, e com a magia das cobras elas curaram as feridas e do corpo dela e da alma, só que ela não agüentou e acabou falecendo, mas o espírito dela preferiu ficar ali com as cobras, pois durante o dia ela dançava e cantava para atrair os homens, e levando eles, no meio da mata para ficarem perdidos e serem comidos pelos animais, no mesmo jeito que ela foi isso ela fazia por vingança.
Depois ela voltava a ser cobra, Só que ela conheceu o índio, ele ensinou a ela a amizade, o carinho e respeito, a fazendoela esquecer a vingança, que ela trazia no coração dela, e quando ela faleceu sem eles saberem, ela foi despertada do sofrimento, fazendo com que o espírito dela fosse por um caminho de luz.
Ele explicou a intenção dele, de fazer a caridade nos templos de umbanda, e ela aceitou. Não são todas as pessoas que trabalha com o caboclo que traz ela junto,a pessoa é escolhida por oxalá .Ela é uma cabocla de descarrego,e ele é um caboclo de trabalho,quando ela vem na umbanda,ela solta o brado dela ,ou seja o som de uma serpente demonstrando o amor que ela sente por ele.
E ele o piado da cobra coral demonstrando o desafio que ele teve com a cobra coral por causa da serpente, que hoje traz o nome de Cabocla Currupira.
  • Essa história foi psicografada pelo espírito do caboclo Tupinambá das sete matas, ela foi registrada em cartório e a única dona dessa história é Telma Rosana
                                                                           FONTE:http://www.maze.kinghost.net/

segunda-feira, 27 de maio de 2013

ALTAR DE EXU...





Assim como existe altar, na umbanda e no Candomblé na quimbanda não é diferente. Esse altar ou Ronco de exu, como e conhecido pela grande maioria dos umbandistas. A foto acima representa um dos inúmeros altares de exu esparramados no solo brasileiro e além fronteiras, nesses altares são firmados ( Acendido) velas a aos exus e pombas giras, São entregues comidas, bebidas e oferendas. Com o intuito de garantir a firmeza e a segurança dos trabalhos, a defesa dos Médiuns e o afastamento dos espíritos maus e obsessores. Sem falar nos trabalhos que ali são realizados. Convém lembrar, que ao contrario do que se imagina, exus e pombas-gira, não saem atacando ninguém, separando família, fechando portas, caminhos, prejudicando as pessoas. embora suas imagens ainda confeccionadas de cor avermelhadas, com garfos, chifres e tridentes, nada tem haver com eles e sim com o comercio das imagens, que fabricam e vendem , existe falhas de nós umbandista que deixamos esse absurdo continuar, é nosso o dever de informar, mostrar a realidade sobre exus e pombas-gira. Exus não nem bons e nem maus são neutros , são mensageiros dos orixás . Exu e cobrador do Karma e das Leis de Causas e efeitos: “ Quem deve paga quem merece recebe”. Então antes de Você tirar conclusões apressadas sobre Exu e Pomba-gira, Pesquise, leia, visite um centro, um terreiro, em dias de “Gira de Exu”, converse com pessoas que foram que virão, e depois tire suas conclusões. Você vai descobrir que as Aparências enganam. Um lembrete: Não se deixe enganar, Reflita: “Qual é a lógica de num terreiro, onde trabalha um preto-velho, em nome da caridade, pregando a lei maior do amor e do perdão, onde um caboclo desce pra descarregar todo o mal , onde, as crianças representadas por Cosme e Damião, vem trazer seus sorrisos infantis, a alegria e a paz, onde uma corrente de Médiuns, de mãos dada num só pensamento num só coração, entoam cânticos em louvores á Oxalá, aos orixás, guias e protetores. “E nesse mesmo terreiro vem exu pra fazer maldade.” Pensemos nisso. Ao se dirigir a Exu e pomba-gira esqueça os seus desafetos, sua magoas revoltas e aflições, Peça a eles, Axé. Peça abertura de caminhos, prosperidade, saúde, paz, proteção, luz pra seus caminhos, materiais espirituais e financeiros. Não deseje mal a ninguém, não se esqueça que o bem é dividido e o mal é repartido. Uma pessoa carregada de ódio é igual a um porco espinho enrolado ao contrario. Essa é uma Pequena homenagem aos Exus e pombas-gira. “ Me valha Exu na encruzilhada, pois sem exu eu não sou nada”. Acenda quantas velas quiser ou necessitar. Aviso: O “objetivo deste Site” é Apresentar os trabalhadores de Quimbanda. Não tornar Exus e pombas-giras vingadores das causas alheias. Portanto mensagens que forem consideradas ofensivas, que exponha o nome de pessoas, que atente contra a moral e os bons costumes serão deletadas.

FONTE:http://kimbandaacasadapaz.blogspot.com.br

LEGIÃO DE MUSSIFIN

Guardião Capa Preta
(Musifin) - Pertence a linha negativa de Oxossi serventia do caboclo Cobra Coral, esta na hierarquia cabalística como Décimo sétimo comandado de exu calunga. Seu poder esta nas encruzilhadas e também no cemitérios, alem de realizar trabalhos dentro de seu circulo cabalístico nos terreiros de umbanda nos quais ele predomina, tem como curiador o marafó e todas as bebidas destiladas.
Recebe também oferendas de padê(Farofas), carne de porco, ejé, Pimenta e etc...
Ao realizar seus trabalhos se transforma num bruxo poderoso em volta da sua capa, fazendo evocações não à problemas que ele não possa solucionar.
Possui uma aparência imponente, mas crispado. Apresenta-se muito sério, fechado, taciturno. Visto em um médium que trabalha com essa entidade, que a mesma quase nunca piscava os olhos, ficando-os quase fixos e de forma penetrante.
Lendas
Exu da Capa Preta, se trata de uma entidade que quando vida era um padre da Igreja católica, em uma época remota, mais antiga, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia.
Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia, da Alquimia, da quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da magologia.
Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exu.
Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja ele de ordem física ou espiritual, jamais sai sem solução.
Seu poder
Musifim é um Exu muito famoso por resolver problemas aparentemente sem solução, através da Magia da Kimbanda. Faz o errado virar certo e o certo virar errado como bem lhe convêm.
Tem o poder, e possui o conhecimento para fazer trabalhos espirituais utilizando os feitiços da magia para manipular os elementos que envolve os reinos vegetal, mineral e animal. Manipula estes elementos através da magia negra, para resolver problemas que envolvam negócios relacionados a área profissional, afetiva, saúde e espiritual, não importando o quão difícil seja a situação.
Seus trabalhos são eficazes, de resultado imediato, soluciona quais quer problemas dentro de 7 dias após a realização do trabalho solicitado.
Caminhos

  • Exu Faca de dois gumes
  • Exu Mironga
  • Exu Capa Preta das Encruzilhadas
  • Exu Capa Preta do Cemitério

  • Caracteristicas
    ArmaTrabalha com crânio, pólvora, punhal, fita preta, bonecos, figuras, pontos riscados, terra de cemitério, caixões
    Bebidaspinga com mel, marafo, absinto, licor, conhaque, bebidas finas
    FumaCharutos
    Guiaamarela, vermelha e preta
    IndumentáriaSua apresentação, inclusive que lhe deu o nome, é de sempre usar uma capa preta que o envolve.
    Velasamarela, vermelha e preta, vermelha e preta bicolor
    Pontos Riscados
    Ponto Riscado Guardião Capa Preta
    Ponto Riscado Guardião Capa Preta
    Ponto Riscado Guardião Capa Preta
    Pontos Cantados
    Guardião Capa Preta das Encruzilhadas
    O Guardião Capa Preta da Encruzilhada ,como o próprio nome diz trabalha nas encruzilhadas. Sua forma astral é de um homem vestido com uma longa capa negra ,cartola e bengala ,assim como sua imagem. A maioria dos exus Capa Pretas quando incorporam se apresenta em uma forma elegante ,gosta de se vestir bem. Dizem que em sua ultima encarnação foi um rico lorde. É um exu chefe de falange ,da linha negativa de Oxossi ,gosta muito de conversar com seus consulentes explicar tudo sem deixar duvidas. Sua companheira fiel é a Pomba-gira Dama das 7 Capas
    Contos
    O ônibus estava lotado, eu não conseguia vê-la, mas sabia que estava lá. Podia senti-la, captava sua angustia, sua indecisão, e acima de tudo seu medo. Ela não estava só, alem de mim, vi outros que a acompanhavam. Eram de outra faixa vibratória, pertenciam ao passado. Tentavam envolvê-la com uma energia densa e pegajosa. Sempre que faziam isso ela ficava mais nervosa e também mais decidida. Eu os via, mas eles não me notavam. À medida que o ônibus avançava pelas ruas centrais mais e mais pessoas entravam. Todos apressados para chegar em casa. O coletivo corria em direção a periferia da cidade. Ela esta lá, meio deslocada, olhava com insistência um pedaço de papel. Ali em suas mãos o endereço que segundo ela mudaria seu destino. Ato continuo ela toca a campainha, o ônibus para, descemos... Aqueles que a acompanham, vibram, ela esta na iminência de servir como instrumento na vingança que planejam há muito tempo. Vibram com tanto ódio que ela enfureceu-se consigo mesma. Como se deixara envolver por aquele rapaz? Tinha que resolver isso imediatamente e tratar de seguir sua vida, sem que seus pais soubessem. Ela verifica o número anotado, esta perto. Chega a uma casa humilde, como todas as outras ali no bairro. Toca a campainha é atendida por uma senhora que executara o serviço. A mulher a analisa rapidamente, já vira muitas iguais a ela, não tem tempo para conversa fiada.Pede-lhe o dinheiro e manda que espere, pois existem duas mulheres na frente dela. Ela senta-se e aguarda. Eu tenho que agir rápido. Vibro minha espada no ar, e os seres trevosos que a acompanham estarrecem ante minha presença. Fatalmente eles me notam,agora ou correm ou me enfrentam. Decidem sabiamente pela primeira opção, saem da casa, mas ficam do lado de fora, tentando contatar outros que podem vir ajudá-los. Aproveito para me aproximar dela. Envolvo-a com minha capa, ela se acalma, por um instante, sugestionada por mim e titubeia. Já não tem certeza se deve continuar. Eu vibro em seu mental para que saia dali vá tomar um ar fresco lá fora. Ela me atende. Quando chega , ainda envolvida por minha capa, torna-se invisível para os que a acompanham. Tenho que me materializar. Ela assusta-se ao me ver, tenta gritar não consegue, tenta voltar para dentro da casa, mas eu a impeço. Chamo-a pelo nome, digo-lhe que não deve me temer, falo que venho em paz. Tenho uma missão: Evitar que ela faça o aborto. Não deve impedir aquele espírito de vir ao mundo. Pouco importa se a concepção fora fruto de uma aventura. Deve deixá-lo vir. Será um menino, veio do passado para cumprir uma missão, ela não deve abortá-lo. Sei que seus pais não aprovarão a gravidez, mas me comprometo a acalmá-los e fazê-los aceitar. Ela chora, não entende como pode estar ouvindo aquilo. Falo com tanta firmeza que ela quer saber quem sou. Digo-lhe que me chamam de Exu Capa Preta, sou um guardião, protegerei o menino que ela carrega no ventre. Estarei ao lado dele a vida toda, acompanhando-o, guiando-o e protegendo-o. Portanto ele não deve temer. Chorando ela consente, avança para a rua, toma um ônibus e retorna para casa. Protejo-a durante a gravidez, o menino nasce forte e saudável, cresce sem sobressaltos como prometi. Sempre que acho conveniente deixo-o que me veja, aos poucos vou me apresentando. Hoje ele esta feliz, acabara de completar 18 anos.Seus amigos comemoram a data festiva. Movido pela curiosidade o rapaz resolve conhecer um terreiro de umbanda. Estou ansioso, chegou meu grande dia! Ele chega, senta na assistência. Lá dentro uma gira de Exu. Eu já me entendi com o Exu chefe da casa, somos bem vindos. Quando ele entra para tomar um passe com linda Pomba Gira eu tomo-lhe à frente e incorporo. Abraço a moça com carinho, já nos conhecemos de longa data, fumo, bebo, canto. Daqui para frente haverei de incorporar sempre que necessário. E assim foi. Ele desenvolveu, abriu seu próprio terreiro, cumpre com amor e carinho sua missão. De minha parte não o abandono nunca. Estou sempre disposto e feliz.

  • Por Cássio Ribeiro
  • Mensagens
    A escuridão nem sempre é a falta de luz, é um caminho tortuoso, é andar sobre espinhos.
    Quem foi que disse que Exú não tem coração?
    Quem foi que disse que Exú não respeita a Deus?
    Quem foi que disse que Exú é vingativo?
    Quem foi que disse, pois é isso, todos dizem, todos falam de Exú, todos falam da Umbanda, pois atirar pedra, é mais facil quando se é na janela do vizinho.
    Pois é mais fácil odiar do que amar, é mais facil criticar do que respeitar, é mais facil se defender atacando.
    Não sou santo, nem defensor do agressor, mas quero a justiça, a palavra correta, e a língua sem veneno.
    Não me comprem, nem me dêem presentes, sou um mensageiro, sou um guardião, vivo na caridade, e não na escuridão.

  • Guardião da Capa Preta
  • Guardião Capinha Preta
    Em suas duas últimas encarnações:
    Ele era um rapaz que vivia afastado da vila principal, onde ele gostava de uma princesa, mas só que o Rei, pai da princesa, não gostava dele pois, além de ser pobre, sua família era de bruxos, assim ele fez uma bruxaria para matar o Rei e ficar com a princesa, sendo assim aconteceu, ele herdou o reino todo para pois era casado com a princesa.
    Com o tempo ela descobriu a verdade e de vingança matou os dois filhos deles, ele com muita raiva matou-a, destruiu a aldeia e foi degolado.
    Em sua última encarnação também vivia longe da aldeia principal morava em rochas, seus pais, também bruxos, (na verdade eram os filhos dele em sua última encarnação), foram assassinados por serem bruxos, mesmo só fazendo o bem. Órfão aos 5 anos de idade, ele foi criado por um mago até os 15 anos, onde para vingar seus pais, fez um feitiço onde matou a vila toda (cerca de 400 pessoas), morreu novamente degolado, pelo próprio mago que o criou, pois os pais desse mago viviam nessa aldeia.
    Ele é afilhado do Exú Capa Preta da Encruzilhada e da Pomba-Gira Molambo das 7 Capas.
    Pertence à linha dos Exús Mirins. Trabalha muito nas encruzilhadas.

    FONTE:http://www.maze.kinghost.net

    sexta-feira, 24 de maio de 2013

    BARÁ


    Bará no Batuque

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Bará é nome do Orixá Exu, uma divindade cultuada no Batuquereligião afro-brasileira do Rio Grande do Sul.
    Por várias características pertencentes aos homens, Bará se apresenta como o Orixá mais humano de todos os Deuses africanos, sendo sempre o primeiro Orixá a ser servido em qualquer obrigação, nele encontraremos um Orixá prestativo e presente, segurando todas nossas futuras necessidades, caso contrário devemos nos preparar, sem exagero, para alguma coisa desagradável.
    Como dono das chaves, dos portais, encruzilhadas, caminhos e comércio, deve sempre ter suas saudações, obrigações e cortes quando necessário, feitos em primeiro lugar caso contrário caminhos trancados, mas não devemos tachar o Orixá Exu de egoísta, para a segurança de nosso ritual é só serví-lo primeiro e assim nosso ritual estará bem encaminhado. É o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, esta para nossos negócios e vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo de nossos merecimentos e cumprimento de tarefas.
    • Saudação: Alúpo ou Lalúpo
    • Dia da Semana: Segunda-feira
    • Número: 07 e seus múltiplos
    • Cor: Vermelho
    • Guia: Corrente de aço (para alguns), vermelho escuro (Elegbara), vermelha (Lanâ, Lodê, Adague e Agelú)
    • Oferenda: Pipoca, Milho torrado, 07 batatas inglesas assadas e azeite de dendê
    • Ferramentas: Corrente, chave, foice, moeda, búzios, entre outros
    • Ave: Galo Vermelho
    • Lugares na Natureza: Encruzilhadas.

    Qualidades [editar]

    • Bará Lodê (Olodê): Exu da porteira
    • Bará Lanã (Onã): Exu representante de vários orixás
    • Bará Adagbe: Exu das serpentes
    • Bará Agelú (Jelú): Exu de orixás funfun e das águas
    • Bará Elegbará: Exu guardião
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    quarta-feira, 22 de maio de 2013

    Garoto negro é expulso de restaurante por ser confundido como mendigo


    Com a arrogância típica de ignorantes, o gerente admitiu que teria sido ele mesmo o autor de tal atitude racista

    racismo brasil menino restaurante negro
    Negar o racismo no Brasil é se esquivar do problema
    Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido.
    Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar na mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava na mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido.
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    Preocupada, deixou tudo e passou a procurá-lo ao redor. Ao perguntar aos outros frequentadores, soube que o menino havia sido retirado do restaurante por um funcionário de lá. Desesperada, foi para a rua e encontrou-o encolhido e chorando num canto. Perguntado (em catalão, sua língua) disse que “o senhor pegou-me pelo braço e me jogou aqui fora“.
    O casal e a criança voltaram para o apartamento de minha sogra e contaram o ocorrido. Minha sogra que é freguesa do restaurante, revoltada, voltou com eles para lá. Depois de tergiversações, tentativas de uma funcinária em pôr panos quentes, enfim o tal sujeito (gerente?) identificou-se e com a arrogância típica de ignorantes, disse que teria sido ele mesmo a cometer o descalabro. Mas era um engano, mas plenamente justificável porque crianças pedintes da feira costumavam pedir coisas lá e incomodar. E que ele era bom e até os alimentava de vez em quando. Nem sequer pediu desculpas terminando por dizer que se eles quisessem se queixar que fossem à delegacia.
    Minha sogra ligou-me e, de fato, fomos à delegacia do bairro e fizemos boletim de ocorrência. O atendimento da delegada de plantão foi digno e correto. Lavrou o BO e abriu inquérito. Terminou pedindo desculpas e que meus primos não levem uma impressão ruim do Brasil.
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    Em tempo: o filho de 6 anos é negro. Em um e-mail (ainda não respondido pelo restaurante Nonno Paolo) pergunto qual teria sido a atitude se o menino fosse um loirinho de olhos azuis.
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    Manicure negra se orgulha de ser racista: “não faço unha de preto”


    A “sororidade” entre negros e de gênero são falácias. O racismo é uma abominável fé bandida! E quem cala consente!

    Por Fátima Oliveira
    “Não gosto de fazer unha de preto. Saí de um salão no Rio porque, lá, só fazia unha de preto”. Cochilava. Despertei ao ouvir a frase da manicure Bete (Elizabete da Conceição Vaz Soares) num salão de beleza da avenida Prudente de Morais, bairro Cidade Jardim, do qual sou cliente há cerca de 12 anos. Era 29.11, por volta das 15h. Um susto, pois Bete é preta! Eis trechos do embate.
    racismo manicure unhas pretas
    Manicure se ufana de ser uma preta racista e que só faz “unha de branco”. (Foto: reprodução)
    Sentada ao lado dela, que fazia unhas de uma cliente branca, tive de ouvir das “nojeiras” das unhas de preto, dos pés casquentos, rachados, da sujeira, numa generalização odiosa e falsa. Um protótipo de negação da negritude, a exibição do ódio racial. Sinalizei que a conversa, no mínimo, incomodava: “Bete, você não mora numa terra sem leis; no Brasil, há leis, e o racismo é crime inafiançável. Alguém pode denunciá-la”.
    Ela tripudiou, desfiando seus ascos das unhas encravadas, das cutículas e dos cascos duros de preto! Pensei em sair. Fiquei. Não permitiria ao racismo levar a melhor. Adverti, mais uma vez, que ela poderia ser presa e processada e que eu não era obrigada a ouvir aquilo, pois meu dinheiro vale tanto quanto o de branco, talvez seja mais valioso do que o de muita gente, preta ou branca, porque é ganho honestamente.
    Irritadíssima, disse que não falava comigo, logo, eu não tinha de me meter. “Não sou surda; aqui é um lugar público, onde há muita gente sendo obrigada a ouvir impropérios racistas”. Indaguei se ela se assumia como uma preta racista. Respondeu: “Sim, sou mesmo uma preta racista. Sou mesmo!“.
    “Então, nunca mais vai fazer minhas unhas”. Disse que tudo bem. E, irada, lançou o desafio-ameaça: “Quero é ver quem vai me denunciar!”
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    “Eu! Vou denunciá-la por racismo! Todo mundo aqui é testemunha. Não aceito ser vítima do seu ódio racial”.
    Ao sair, de pé, diante dela: “Pra não dizer que sou intransigente, dou a chance de se desculpar, pois, para ofensas públicas, só valem desculpas públicas”. Vociferou que não pediria, que não falara comigo, pois eu não era negra, mas morena.
    “Oh, eu sou tão preta quanto você, que já comeu muito às custas do meu dinheiro, e eu me beneficiei do seu bom trabalho. Nunca mais vai comer, pois vai fazer unhas agora, se não me pedir desculpas, lá na Nelson Hungria” (não lembrei o nome da penitenciária feminina).
    “Vou chamar a polícia, e você sairá algemada daqui”. Ela repisava que não pediria desculpas. A turma do deixa-disso: “Pede desculpas, Bete, ela ficou ofendida”. Retruquei: “Não é que fiquei ofendida; fui ofendida gratuitamente, e estou sendo caridosíssima, dando-lhe oportunidade de se desculpar!”.
    De modo meia-boca, pediu desculpas: “Eu estava brincando!”. Diante dela, por telefone, relatei o ocorrido ao dono do salão, frisando que o salão dele iria fechar, pois, pela segunda vez, eu era vítima de práticas racistas ali: a primeira, há mais de dois anos. Outra manicure, a despeito de eu ter horário marcado e ela ter sido avisada três vezes, pelo caixa do salão, de que o horário era meu, fez ouvidos de mercador: atendeu uma cliente, branca, marcada depois de mim! Foi uma prática racista, mas ela, que não é branca, agiu silenciosamente. Não é possível provar!
    A “sororidade” entre negros e de gênero são falácias. Agirei para que se cumpra a lei e comuniquei à Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Belo Horizonte, que tem em mãos fatos suficientes para bancar ações de “tolerância zero contra o racismo” nos salões de beleza belo-horizontinos. Era pra ontem. O racismo é uma abominável fé bandida! E quem cala consente!

    Ator Luís Salém é acusado de racismo: “Preto, vai estudar e se formar sem cotas”


    “Você aí é preto? Então o senhor vai estudar e se formar sem cotas, você é preto e feio”. Uma outra vítima relatou que o acusado começou a falar que ele era “branquinho” e que eles eram “pretinhos”

    Um homem diz ter sido alvo de discriminação racial por parte do ator Luís Salém. O rapaz procurou o Instituto de Advocacia Racial e contou que no último domingo conversava com um grupo de amigos – eram cerca de 10 pessoas, todas negras – na saída do ensaio técnico de escolas de samba, na Marquês de Sapucaí, quando Salém parou perto. O ator, segundo o relato, teria dito:
    luis salém racismo negro
    Ator global Luis Salém é acusado de racismo. Ele teria insultado um grupo de negros na saída do sambódromo do Rio de Janeiro. (Foto: divulgação)
    - Nossa! Isso aqui é um quilombo?
    Logo em seguida, Salém teria se dirigido ao autor do e-mail e apontado um dedo
    - E você? É preto? – teria perguntado Salém
    Indignado, o rapaz respondeu que sim. O ator teria, então, completado:
    - Você é preto e feio. Vai tratar de estudar e se formar sem cotas!
    Segundo o advogado Humberto Adami, do Instituto de Advocacia Racial, quatro vítimas procuraram a 6ª DP (Cidade Nova), nesta quarta-feira, para prestar queixa contra Salém.
    - O próximo passo é mover uma ação por danos morais contra ele – disse.
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    Luís Salém rebate: ‘Pode ter sido uma piada’

    Luís não negou nenhuma acusação e disse que, se aconteceu isso mesmo, vai esperar a notificação da justiça.
    “Pode ter sido uma piada, mas não sou preconceituoso, não tenho motivo para ofender ninguém, apoio todas as causas, tenho amigos negros e sou totalmente contra preconceito. Sou comediante, humorista e faço piadas, pode ser que ele tenha entendido errado. Se ele se sentiu tão ofendido, a ponto de fazer um Boletim de Ocorrência, vou esperar essa notificação, o que deve acontecer em algum momento, e fazer o que tem que fazer, me desculpar se for o caso, porque não tive a intenção de ofender ninguém, provavelmente foi um mal-entendido”.
    Humberto Adami, advogado e diretor de Relações Étnicas do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental, foi o responsável por receber a ocorrência e, por telefone, confirmou a história divulgada pela publicação: “As vítimas disseram que estavam em um grupo de oito pessoas negras no domingo, 9, em um bar próximo ao sambódromo, após o ensaio técnico das escolas do Rio de Janeiro, quando surgiu esse ator Luís Salém. Aparentemente embriagado, segundo relatos, ele chegou perto deles e perguntou: ‘Isso aqui virou um quilombo?’. Além disso, teria continuado com gracejos em relação ao assunto.”
    O advogado contou, ainda, que uma das vítimas afirmou que, após ter falado que não tinha graça a brincadeira, o ator virou e perguntou: “‘Você aí é preto? Então o senhor vai estudar e se formar sem cotas, você é preto e feio’”. Uma outra vítima relatou que o acusado começou a falar que ele era “branquinho” e que eles eram “pretinhos”, acrescentou Humberto. “Só quatro das vítimas denunciaram até agora, mas a indignação das outras pessoas que estavam na lanchonete foi geral e tem gente que até se colocou a disposição para depor contra o acusado”, completou.